quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que entendo por sã doutrina - Congregação Cristã no Brasil (CCB)

Esse texto faz parte da minha "coletânea" que enviei aos irmãos sobre discussões a respeito do que significa de fato "sã doutrina".

O que é sã doutrina??
Irmãos, Fiz esse questionamento pois tenho visto em nosso meio que existe uma tendência em se mesclar costumes e tradições (que são normais em qualquer instituição) com aquilo que as Santas Escrituras chamam de sã doutrina.


Considero a questão importante pelo seguinte motivo: Muitos irmãos ouvem as coisas e simplesmente as repetem.



Às vezes um modo de falar distorce o sentido original do assunto. Isso não é feito de propósito ou com má intenção, mas apenas algo que normalmente acontece, sem se perceber.



Qual o problema disto? É julgar as pessoas por costumes e pensamentos diferentes fazendo disso algo que entra no mérito de divino ou humano, certo ou errado, pecado ou não.


Por isso com muito respeito gostaria de abordar a questão da sã doutrina. Já foi dito que é o conjunto de regras, ensinamentos e conselhos contidos na Palavra para o povo de Deus.

Isso não deixa de ser verdade.



Contudo a sã doutrina está ligada mais a mensagem de Deus aos homens em geral (em sua essência e parte principal) senão vejamos:


"Nos últimos dias os homens não suportarão mais a sã doutrina, antes como que com comixão nos ouvidos, cerca-se-ão de mestres ao seu bel-prazer, fechando o ouvindo a verdade, mas crendo em fábulas".


Essa advertência de Paulo já tem se cumprido nos dias de hoje e tende a se intensificar a medida que a volta do Filho de Deus está cad vez mais perto.


         Sã dourina = Doutrina saudável. Vemos que a Doutrina Saudável, dada por Deus, está ligada a verdade.


Aqueles que estão cansados da Doutrina Saudável, preferem ouvir fábulas (lendas, mitos) como se isso fosse verdade, cercando-se de mestres, guias, de acordo com suas mentes que já não suportam a verdade simples.


Ora qual a verdade suprema de Deus? No que consiste o plano da salvação?


A Escritura diz que:

        De tal maneira Deus amou o mundo que deu seu Unigênito por Ele. E noutra parte: E todo aquele que Nele crê tenha a vida eterna.


Essa é a base da fé cristã.


O pecado havia quebrado nossa comunhão com Deus. Ficamos como criaturas afastadas de sua fonte de vida.

Ele por seu amor por nós, enviou seu Filho para que sofresse em nosso lugar, para que pela Fé em seu sacrifício e redenção, fóssemos ligados a Deus novamente. E todo quanto Nele crer terá a vida eterna em dom.


Esse é o cerne da fé cristã.

Essa é a base da doutrina saudável de Deus.

Para reforçar: Somos salvos por fé em Cristo Jesus, por aceita-Lo como nosso suficiente Salvador, e através do batismo somos integrados ao seio do Senhor. A partir daí nossos atos (obras) serão aquelas provenientes de alguém que conheceu a Jesus Cristo e entendeu que o mandamento maior é o amor uns aos outros. O resto são derivações disto.



Essa sempre foi a sã doutrina. Ou seja, Doutrina saudável de Deus, ensinada por Cristo e replicada pelos Apóstolos.


Paulo na advertência a Timóteo, fala de modo profético, dizendo que nos últimos dias os homens não suportariam (sofreriam, receberiam) a sã doutrina, antes iriam dar ouvidos a fábulas (lendas, mitos, mentiras).


Quem nunca ouviu falar da "Nova Era"?

Quem nunca ouviu falar que a nova era espera um "novo" cristo?

Quem nunca ouviu falar do kardecismo que ensina que Jesus era apenas um espírito de luz, que todos nós temos um "cristo interior" e que através de várias reencarnações chegaremos a perfeição?

Quem nunca ouvir falar das religiões orientais que negam que o sacrifíco de Cristo?

Quem nunca ouvir falar que a um grande movimento mundial que nega a verdade simples: De que Cristo como Filho, sofreu na cruz, como se fora pecador, para que nós como pecadores, pudéssemos receber a herança como Filhos.


Assim a advertência de Paulo fala sobre essa negação da verdade básica da fé Cristã: a Salvação em Cristo Jesus.


Podemos ver hoje que o mundo caminha a passos largos para ensinar um outro tipo de mensagem.

Não fala sobre salvação. Não fala que Cristo Jesus é a perfonificação de Deus Pai. Que Ele nos mostrou de fato qual é o carater de Deus.


E por conta disso surgem todos tipos de mestres. Mestres de filosofias orientais, mestres de religiões que negam a Cristo, mestres de tudo.

Gente que coloca sua fé em gnomos, fadas, duendes, que acredita no mundo dos "elementais".

Gente que acredita no resgate da humanidade através de extra-terrestres, enfim de uma infinidade de coisas, tudo menos no sacrifíco de Jesus Cristo por nós. A tal ponto de dizerem que Cristo nunca existiu.


Fica claro então que as profecias estão se cumprindo.

Os homens não suportam a doutrina saudável da salvação em Cristo Jesus e se cercam de todos os tipos de mestres.


Paulo em seu ministério via muito a necessidade de pregar a doutrina saudável de Cristo.

Tanto que fala que sempre pregou a Cristo e Cristo crucificado.

Ele orienta a Timóteo que pregue (anuncie) em tempo e fora de tempo.


Paulo enfrentou em seus próprios dias pessoas que queriam pregar uma doutrina diferente da doutrina saudável da salvação.


Para isso vemos a carta aos Gálatas.


Todos sabemos que Paulo foi enviado por Deus para anunciar a Graça de Deus aos gentios. Gentios eram todos aqueles que não eram judeus. Ora entre os gentios, por exemplo, estavam os gregos que NADA conheciam das leis judaicas.


Quando Paulo anunciou o evangelho de Cristo aos Gálatas, anunciou a doutrina simples e saudável da salvação em Jesus Cristo. Anunciou as palavras de Jesus e seus ensinamentos cuja base era o amor. Não falou da Lei judaica, afinal estava entre gente que não era judeu. Pois bem, após Paulo ter passado pela Galácia e ter anunciado a boa nova do evangelho (ou seja, que Deus não estava levando em conta nossos anos de ignorância, mas nos perdoava através da fé em Cristo e nos chamava para uma vida com Ele), Paulo teve uma grande decepção. Chegavam informações até ele de que o pessoal da Galácia estava sendo importunados por cristãos judeus.



O que esses cristãos judeus faziam??
Eles chegavam aos recém convertidos (também chamados de neófitos), e diziam que se eles não seguissem toda a lei judaica NÃO PODERIAM ser salvos.

Chegavam ao cúmulo de contransger homens gregos adultos a passarem pelo ritual da circuncisão (para quem não sabe, é como se fosse a operação da fimose que existe atualmente, que na época era um mandamento para todo menino nascido judeu).



Esses cristãos-judeus começaram a "fazer a cabeça" dos Gálatas com palavras do tipo: "Olha se vcs não se circuncidarem e seguirem as leis judaicas, NÃO PODERÃO ser salvos).


Imagine agora a situação: Vc acaba de receber a fé em Cristo. Vc creu Nele como seu Salvador e Senhor. Vc foi batizado nas águas e tudo mais. Então vc se sente acolhido por Deus e começa uma vida nova, dentro do seu amor, na comunhão e amor ao próximo.

De repente chegue um irmão judeu e diz que se vc não seguir a lei judaica vc não será salvo!! Já imaginaram? Era isso que estava acontecendo naquela época com os Gálatas.



E pior: a tal ponto eram insistentes os judeus-cristãos que muitos dos Gálatas começaram a se circuncidar para "entrar na linha".

Paulo, ao ficar sabendo disso fica horrorizado e então, por guia de Deus, escreve sua epístola aos Gálatas.


Notem logo no primeiro capítulo que Paulo fala sobre o evangelho de Jesus. Ora o evangelho de Jesus ensina que somos salvos tão somente pela fé em Cristo Jesus, que através de seu sacríficio somos justificados e chamados a sermos filhos de Deus.
Nesse primeiro capítulo Paulo pergunta: Porque vcs estão mudando de evangelho?? Quem está lhes ensinando errado??
Daí ele nos deixa palavras poderosas e proféticas:


       Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquilo que vcs aprendenram, seja anátema (maldito!!)
       Ainda que eu mesmo ou até um anjo do céu anuncie um evangelho diferente seja anátema.


Paulo estava asseverando que não havia outra "boa nova".

Que o evangelho que eles tinham ouvido dele era o correto. Nele constava a sã doutrina da salvação em Cristo.


Ele diz assim:

      Porque vcs tendo começado pelo espírito quereis agora terminar pela carne. Ou seja, receberam a salvação pela fé em Cristo, no espírito. Agora queriam receber a salvação através de atos externos como a circuncisão.


Paulo diz que eles estavam caindo da Graça.

Ora quem recebeu o evangelho e a fé através da Pregação do Evangelho foi contemplado pela Graça de Deus (Favor imerecido do Altíssimo). Isso é o suficiente.

Quem quisesse ainda seguir preceitos da lei estava caindo da Graça. Isso significava dizer que estava querendo ser justos perante Deus através de rituais, (ordenanças, regras, etc).


Paulo então fala: Quem se deixar circuncidar estava caindo da Graça pois estava querendo voltar a viver na Lei. Para esses Paulo diz: Quem fizer isso terá que seguir toda a lei (todos os preceitos judaícos que são, salvo erro, 616 regras).


Essas benditas palavras de Paulo se tornaram uma profecia para nossos dias, pois muitos querem deixar a fé simples e a doutrina saudável da salvação para seguirem leis e preceitos humanos, como se isso fosse condição para se herdar a vida eterna ou fazer de nós filhos de Deus.



Além disso, essas palavras de Paulo também se tornaram uma séria advertência.

O kardecismo por exemplo, diz que tem o evangelho segundo Allan Kardec.

Os mormons, por exemplo, dizem que receberam seu evangelho de um anjo.


Ora estão claras as palavras de Paulo: Se alguém ou até mesmo um anjo do céu vos pregar um evangelho diferente seja maldito!!!


Por ai percebemos que a grande luta de Paulo, naqueles dias, era ensinar e propagar a sã doutrina, isto é, a verdade da salvação em Jesus Cristo, por seu sacríficio na cruz.


O que Paulo fala na carta aos Gálatas de modo mais resumido e conciso, fala também de modo amplo nas cartas aos Romanos.


O panorama da época de Paulo nos mostra que sua luta foi grande contra os cristãos-judaizantes. O que é isso?



Eram aqueles cristãos que tinham vindo do judaismo e queriam impor as regras judaicas aos cristãos gentios (que não eram judeus).


E assim Paulo desenvolveu seu ministério entre os gentios.

Mas as coisas foram se complicando.

Muitos judeus-cristãos, começaram a mal dizer Paulo, e ficavam instigando os cristãos gentios a seguirem a Lei de Moisés.


Por causa de toda essa discussão foi feita uma Assembléia em Jerusalem. Vemos a descrição da mesma em Atos cap.15.


De um lado estavam os judeus acusando Paulo de não ensinar os gentios a seguirem a Lei de Moíses.

Paulo, por sua vez, mostra que os sinais de Deus o acompanhavam e conta as obras feitas entre os gentios.

Pedro, tomando a palavra, em dado momento diz: "Porque querer impor um jugo (seguir a Lei) quem nem nós nem nossos pais pudemos suportar?"

E Pedro deixava claro que havia entendido que aos gentios que se convertiam a Cristo não se devia impor nada.

Tiago, acha importante, todavia, fazer uma observação: "Que esses novos cristãos deveriam, pelo menos, observar três coisas: Se abster do sangue, da carne sacrificada aos ídolos, e da fornicação". E a reunião é encerrada com essa determinação.


Ou seja, Paulo continuaria ensinado aos gentios a sã doutrina da salvação em Cristo Jesus por meio da fé no sacrifíco Dele na cruz.

E não seria necessário, aos gentios, seguir os preceitos da lei judaica. (Apenas em caracer de curiosidade, o judeu tinha no total mais de 600 preceitos a seguir de acordo com a Lei.


Bom, mesmo assim o trabalho de Paulo continuou.

Afinal, embora a reunião tivesse sido decisiva e tomada pelos principais apóstolos da época, mesmo assim os judeus cristãos seguiam caluniando Paulo e querendo ensinar um outro tipo de evangelho.


Como podemos ver isso?
Na carta de Paulo aos Colossenses.


Esta é uma das cartas mais claras de Paulo sobre o assunto dos preceitos e costumes dos homens em contraposição a fé simples e saudável na salvação em Cristo Jesus, através da fé.


Estava acontecendo no meio dos Colossenses algo inusitado.

Os cristãos daquela comunidade estavam começando a querer se diferenciar um dos outros através de costumes e preceitos.



Começaram a transformar a fé em Cristo em questão de comida e bebida.


Vejam só:
Alguns cristãos começaram a dizer que não podia se beber isso ou aquilo, senão se estava em pecado.
Outros diziam que se comesse isso ou aquilo também se estava em pecado.
Outros diziam que era necessário guardar o sábado e os dias festivos judaicos senão se estava em pecado.
E por aí foram criando uma série de proibições tolas, dizendo que quem não as seguisse estava em pecado, com perigo de perder a salvação.


Ou seja, novamente estavam pervetendo a sã doutrina. Estavam torcendo a doutrina saudável da salvação em Cristo Jesus.


Paulo então escreve a espítola aos Colossenses. No capítulo 2 ele fala sobre o assunto:


"Porque vcs ainda se sujeitam a ordenanças, do tipo "não proves isso", "não toques aquilo"... Ora isso não passa de preceitos humanos e não tem nenhum valor para a fé.
E continua falando sobre isso. Em dado momento diz: "Que ninguém voz critique por causa de comida, de bedida, de luas novas ou sábados, porque todas essas coisas eram sombras daquilo que havia de vir: Cristo Jesus nosso Senhor".


Ou seja ele diz que tais coisas são apenas preceitos humanos, costumes de homens, que tais tradições não eram comparadas a Cristo Jesus.


Ele segue adiante dizendo que tais coisas tinham aparência de piedade, isto é, quem deixa de comer uma coisa ou beber uma coisa, ou pratica isso ou aquilo dá a impressão de santidade, mas que isso nada mais era do que coisas externas, sem valor para a vida cristã.


Logo essas palavras de Paulo também nos chegam até hoje para discernimos o que é preceitos de homens e tradições humanas (ordenanças e probições), daquilo que é doutrina saudável da salvação pela fé em Cristo.


Sobre isso Paulo também mostra que cada um tem uma porção, mas que ambos não deixam de servir da Deus por isso.


Disse que cada um tem um jeito de olhar as coisas, mas que cada um deve servir a Deus em sinceridade com a porção de fé que Deus lhe deu.


Na carta aos Romanos, tal assunto volta de novo aos comentários de Paulo, principalmente no capítulo 14.



Lá ele diz que uns fazem diferença entre dias (tipo os irmãos que querem guardar o sábado), já outros consideram todos os dias iguais.


Outros acham que podem comer de tudo, já outros que só podem comer legumes.

Assim ele explica que existem porções de fé e aquele que tem uma fé mais forte não deve condenar ou julgar quem em uma outra porção de fé. Mas diz que AMBOS servem a Deus, cada qual a seu jeito: um separando um dia em especial a Deus e com isso dando Glórias a Deus, outo considerando todos os dias iguais, mas também não deixando de dar Glórias a Deus. Uns deixando de comer carne para dar Glórias a Deus e o outro comendo de tudo e com isso dando Glórias a Deus.


Disse então que cada um guardasse sua porção de fé.
Com isso Paulo nos mostra que o reino de Deus não consiste em "não tocar nisso", "não comer aquilo", "não beber aquilo outro", mas que o reino de Deus consiste naquilo que vai no coração do homem e na fé simples e suficiente na salvação por meio do martírio de Jesus Cristo.


As palavras de Paulo estão todas baseadas na sã doutrina que são a base das palavras de Jesus.


Cristo Jesus enquanto estava na terra ensinou aos homens qual era o caracter de Deus.

Qual era o desejo de Deus para todos os homens e como era que os homens deveriam agir e sentir.

Ele veio para dar plenitude a Lei e ensiná-la na sua essência.


O Senhor Jesus mostra que o reino de Deus não é questão de comida nem bebida.

Como naquela época, pela lei de Moisés, havia a questão de ficar impuro caso se tocasse nisso, comesse aquilo, Cristo mostra o seguinte:

     "Não é o que entra na boca do homem que o contamina. Afinal o que entra pela boca do homem vai para seu ventre e do ventre para a latrina. Antes que o torna o homem impuro é o que sai de sua boca, pois procede do coração...".



Assim, nosso Senhor mostrava que o Reino dos céus estava além das aparências, mas sim na essência do homem.

Ele veio nos ensinar a excelência de Deus que consistia no amor.

Tanto que em determinado ponto Jesus diz que "toda a Lei e Profetas" consisita em fazer ao próximo o que gostaríamos que se fizesse a nós. Ou seja, a lei do amor.


Para deixar clara sua mensagem Cristo, no sermão da montanha, diz a essência do ser Cristão.

Fala sobre os bem-aventurados.

Fala sobre não se preocupar com o que comer, beber ou vestir pois Deus cuidaria de nós.



Fala ainda sobre o caminho estreito, afinal o caminho que ele estava propondo era muito dífícil de ser seguido. Era sobre comida, bebida ou vestes que Ele falava? Não, de forma alguma. Ele deixa claro o que era caminho estreito:
    "Está escrito: amaras teu amigo e odiaras o teu inimigo. Eu porém vos digo: amai vossos inimigos. Orai pelo que vos odeiam. Bendizei aqueles que lhe fazem mal. Se alguém lhe ferir na face direita dá a face esquerda. Se alguém lhe tomar uma túnica, dá também a sandália. Se alguém lhe obrigar andar um milha com ele, anda duas. Dá a quem te pede, e não torne a pedir o que tiveres emprestado".


Quer caminho mais estreito e difícil que o amor, que seguir as pisadas de Jesus??

E notemos que Cristo Jesus nada disse sobre comer, beber ou vestir, como que dizendo: Comam isso, não comam aquilo, bebam isso, se vistam assim... Nada!


Falava apenas daquilo que procedia do coração.


Suas palavras eram simples porém poderosas!

E tais palavras feriam os fariseus e doutores da lei da época.



E porquê? Porque tais homens se preocupavam apenas com a aparência.

Gostavam de fazer suas orações em público para serem vistos pelos homens.

Gostavam de ser chamados de mestres. Eram impecáveis quanto a regras e preceitos, não deixano de lavar bem as mãos, de guardar o sábado, de não comer isso ou aquilo.

Cristo Jesus mostra que tais coisas nada significavam, mas antes, importante era aquilo que estava no coração do homem.


Por isso vemos que as críticas que Jesus fazia era justamente para esses homens que tanto se preocupavam com a aparência externa.



Em dado momento Ele diz: "Vocês coam mosquitos, mas engolem camelos", querendo dizer: vcs se preocupam com coisas sem importância (cor mosquitos), mas se esquecem daquilo que é realmente importante (o amor ao próximo) ou seja, são maus em seus corações (engoliam camelos).



Isto é se preocupam com o exterior, a tal ponto de Cristo lhes chamar de sepulcros caiados, que são bonitos por fora, mas estão cheios de ossos podres por dentro.


Jesus Cristo então ensina a regra máxima de sua mensagem: Que nos amássemos uns aos outros como Ele nos amou.


Cristo nos ensina que seus discípulos seriam reconhecidos não por roupa, o que comessem ou bebessem, mas sim pelo amor que tivessem uns pelos outros.


Ora naquela época, os judeus se preocupavam em andar direitinho seguindo os preceitos da lei. Essa lei falava sobre o que comer, beber, como se tornar puro se lavando, não fazendo nada aos sábados, e todos aqueles outros 600 preceitos da lei judaica.



Cristo Jesus mostrava que o Reino do Céus estava acima disso. Que todas essas coisas nada valiam, mas sim o amor no coração de seus seguidores. Os judeus e habitantes daquelas regiões tinham lugares para orar, para adorar a Deus, e Cristo diz que havia chegado a hora que os verdadeiros adoradores do Pai o adorariam em espírito e verdade e que era esses adoradores que o Pai queria.


Assim Jesus Cristo nos ensina a sã doutrina baseada no amor de Deus por nós. A sã doutrina baseada no seu sacrifício que traria rendeção para todos os homens que Nele cressem. A sã doutrina que nos convida a produzirmos os frutos do espírito para os quais já não há lei, mas que são os frutos da vivência no amor ao próximo.



Essa deveria ser a marca do Cristão. Essa deveria ser sua diferença dos homens.


Afinal, se amássemos apenas quem nos ama, que direrença teremos do mundo? Ora até os piores homens amam que lhes faz bem.



Antes, porém, o verdadeiro discípulo de Cristo deveria amar até mesmo os inimigos, pois isso nos faria diferente do mundo.


Cristo Jesus sabia que tal caminho do amor era difícil, apertado, e muitos preferem o caminho largo do egoísmo que não se preocupa com outros a não ser consigo mesmo.

Vencer o egoísmo é morrer para si mesmo e seguir ao mestre.

Todos que são ofendidos querem revidar a afronta, mas os discípulos de Cristo deveriam superar seu desejo de desaforra, e perdoar o ofensor.



Cristo Jesus sabia que essa excelência do amor era quase impossível aos homens, assim Ele foi o primeiro a dar o exemplo.



E na cruz, mesmo sofrendo tudo o que sofreu, ainda olhou para o Pai e lhe disse: Pai, perdoa, pois eles não sabem o que fazem.

Assim Ele nos ensinou e também disse que nos mandaria seu Santo Espírito que daria testemunho Dele em nós, e nos daria força para vencer o mundo.


E o mundo não é questão de comida, bebida ou vestes, mas o espírito mundano que é egoísta e que só produz as obras más que está destruindo toda Terra.

O espírito mundano era aquele envolvido em brigas, richas, inveja, desavenças, partidarismo, fingimento, prostituições, adultérios, idolatrias, ódio, comilanças e beberagem, além de outras coisas como mencionado por Paulo por várias vezes, que os que tais coisas praticassem não entrariam nos reino dos céus.

Tal espirito mundano também é descrito nas cartas de João, quando fala da concuspiciência (desejo exagerado). Afinal tal espírito além de promover todo tipo de coisas ruins provenientes do coração também levava ao homem aos exageros em tudo, comilanças, bebedeiras, orgias, etc.


Assim o espírito mundano é egoísta, só pensa nos prazeres, coloca seu ventre acima do amor as pessoas e só atende aquilo que seu coração mal quer fazer.

O espírito mundano é contrário ao espírito do Evangelho que nos faz, pelo amor, superar nossos desejos egoístas, que nos faz ser temperados e comedidos no comer, beber, falar, etc.


Por isso Jesus Cristo nos mandaria seu Santo Espírito que em nós seria auxílio e socorro presente para produzirmos os frutos do amor.



Seu Santo Espírito seria nossa força e daria testemunho da sã doutrina da salvação em Cristo Jesus nosso Senhor, por sua morte e ressureição.


Cristo Jesus nos ensina que o caminho estreito é se deixar conduzir pelo Espirito Santo de Deus que produz em nós os seus frutos: longanimidade, paciência, caridade, mansidão, dominío próprio,....



Com isso vemos que não se falava em comer certas coisas, beber certas coisas, ou vestir certas coisas, mas antes pelo domínio próprio (temperança) não sendo exagerado no comer, não sendo exagerado no beber, vestir-se com modéstia e tudo mais. Ou seja, o cristão não teria o coração naquilo que é nada, mas sim teria o coração na comunhão de Deus, para andar em suas obras.


Portanto a sã doutrina consistia na obra rendentora de Jesus Cristo e suas poderosas palavras.

A sã doutrina consistia em ensinar aos homens a saberem que seriam aceitos por Deus mediante a fé em Jesus, que nos dava a vida eterna, nos convidava a sermos novas criaturas e viver em novidade de espírito.


Paulo em determinado ponto diz que não deveríamos nos conformar com o mundo (o desejo egoísta de satisfação própria, cobiça desenfreada entre outras coisas) mas antes transformar o mundo pela renovação de nossas mentes.


Paulo sempre falou sobre essa sã doutrina.



Para encerrar o assunto sobre comida ou bebida, diz que nada que Deus houvesse criado era impuro.

Que muitas vezes para o fraco na fé, se tal coisa é impura, então para esse tal coisa se tornava impura. Ou seja, a pureza disto ou daquilo estava na porção de fé que a pessoa tivesse.


Em outro ponto também diz: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.

Ou seja, não era um mandamento sobre isso ou aquilo poder ou não poder, mas sim que tudo era permitido, mas nem tudo era conveniente ao cristão.

E isso poderia mudar de acordo com o ambiente que a pessoa estivesse.



Por isso ele diz que se você vai a casa de alguém que acha errado comer carne, vc não deveria comer também.

Não por causa de sua fé, mas por causa da fé da pessoa.



Da mesma forma ele falou da bebida. Por isso ele diz que não deveríamos escandalizar ninguém.



Que nossa fé deveríamos guardar para nós mesmos, perante alguém com fé inferior.

Que não fosse por causa de comida ou bebida que deveríamos jogar alguém fora do reino dos céus. Alguém por quem Cristo havia morrido. Isso tudo ele fala na carta aos Romanos.


Devemos lembrar também que Paulo estava inserido num ambiente de mutiplas etnias.

Ou seja haviam gregos, romanos, judeus, barbaros, etc.



Assim para que Paulo pudesse pregar o Evangelho, ou seja, a sã doutrina, a todos, ele diz que se fez judeu para com o judeu (isto é agindo como o judeu e guardando a lei), gentio para com o gentio (que não conhecia a lei de moises), fraco para com o fraco, a fim de GANHAR a todos para Cristo Jesus.



Assim não era permitido aos judeus se sentar e comer com os gentios. Paulo, porém, como sabia que a questão da comida não era importante, comia com eles, ocorrendo até um fato interessante entre ele e Pedro.



Quando Pedro foi visitar Paulo e os gentios se sentou para comer com eles, pois via a liberdade que Paulo tinha.

Porém quando chegaram os judeus, Pedro foi se apartando, já fazendo divisão entre os cristãos.

Ora ele não agia segundo o espírito do evangelho, segundo a sã doutrina, e Paulo foi taxativo em chamar-lhe atenção em público.



Imagine Pedro comendo normalmente a mesa dos gentios. De repente chegam os irmãos judeus e com seus olhares começam a criticar Pedro, dizendo que ele estava ficando "impuro" por comer com gentios. Pedro então se levanta e os irmãos gentios percebem que ele está considerando errado comer com eles.



Isto é, por causa de preceitos, Pedro estava indo contra a simplicidade do evangelho que dizia que não é o comer que deixava o homem impuro.



Paulo então, vendo que os gentios começaram a estranhar a situação ficando abatidos, interfere e repreende a Pedro.


Isso tudo nos leva a observar que Paulo foi um lutador para conservar a pureza do evangelho daqueles que queriam fazer da boa nova algo consistente em comida, bebida, preceitos e ordenanças humanas.



Paulo na carta aos Romanos toca num ponto importante dizendo somos salvos pela fé e não por obras.



Só que obras ele queria dizer duas coisas: que ninguém ia ser salvo seguindo preceitos e normas, mas que TODOS são salvos mediante a fé em Cristo e segundo que ninguém poderia bater no peito dizendo que seria salvo por fazer isso ou aquilo PARA QUE NINGUÉM se gloriasse em si mesmo, como ele escreveria depois aos Efésios.



Ou seja, a sã doutrina era baseada no amor de Deus por nós, que nos amou primeiro e nos uniu até Ele por Jesus Cristo, mediante o sacrifíco de Jesus chamado o Cordeiro de Deus. E que a fé em Jesus Cristo nos concederia a vida eterna em dom, como Jesus Cristo falara a Maria irmã de Lázaro, que todo aquele que Nele cresce teria a vida eterna. Essa era a sã doutrina, isto é, doutrina saudável anunciada por Paulo.


Mesmo assim haviam aqueles que queriam distorcer as palavras de Paulo. Diziam que ele pregasse que poderia ser viver de qualquer maneira, que bastava ter fé para ser salvo. Paulo explica que a fé em Cristo nos traz a salvação e por SERMOS SALVOS Nele, deveríamos produzir os frutos do amor. OU seja o sinal de que nossa fé não é vã são os frutos do amor.


Tiago vendo que as cartas de Paulo estavam sendo mal interpretadas, reforça a idéia dos frutos do amor, dizendo que a Fé sem obras é morta.

Que obras eram essas?? Eram os preceitos, ordenanças, do tipo não toque nisso ou naquilo?? Não!!

As obras que Tiago fala são as obras do amor.

E ele exemplifica dizendo: Se alguém diz que tem fé, mas despede um irmão com fome que lhe pede comida e abrigo, dizendo: vai aquente-se e se sacie, tal fé de nada vale.

Antes ele diz o seguinte, me mostra sua fé (pelas palavras) e eu lhe mostro minha fé através da minhas obras.



E lembrando que obras não seriam preceitos e normas humanas, mas sim os frutos do amor.


Por isso somos salvos mediante a fé em Cristo Jesus, mas tal fé tem que produzir em nós as obras do amor, os frutos do espírito, pois do contrário não é fé, mas sim apenas crença. E crença até os demônios têm, pois creem na existência de Deus e tremem.



Ao cristão não basta saber da existência de Deus (crença) mas sim ter fé Nele por meio de Jesus Cristo, vivendo as palaras de Jesus na sua vida.


Assim a fé verdadeira produz as obras do amor.



Paulo numa mostra de iluminação divina, pelo Espírito Santo de Deus, fala sobre o que era o amor, de como era o amor, de como o amor se porta, e faz essa descrição na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 13.



Lá está a descrição do amor, do caminho estreito, pois vemos o quão difícil por nossas forças é viver naquela perfeição do amor.


Ciente dessas dificuldades, o apóstolo João diz que não devemos cometer pecados, mas toda vez que errássemos teríamos um justo advogado, a saber, nosso Senhor Jesus Cristo.



Em outro ponto a Escritura diz que não há um justo sequer, mas que todos pecaram e são carentes da Graça de Deus.



OU seja, por si mesmo ninguém é justo, mas tão somente pela Fé em Cristo Jesus que nos JUSTIFICA perante Deus.


E na carta aos Romanos, Paulo diz que já não existe mais nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus nosso Senhor. (Isto que é vivem no seu amor, que entendem que devem viver nos frutos do Espírito, que buscam amar uns aos outros como distinção do mundo, mostrando o caminho excelente dos céus).


Nessa passagem Romanos, 8, 31 em diante, Paulo fala que aquele que não poupou seu próprio Filho, antes o entregou por nós, como não nos dará com Ele todas as coisas, SE Cristo Jesus por nós morreu, ou melhor, que por nós ressucitou, QUEM VAI PODER NOS SEPARAR DO SEU AMOR??


Assim pela fé em Cristo Jesus somos assegurados que temos parte com Deus.


Paulo estava vivendo em meio a vários povos e culturas, e seguindo sua máxima de se fazer judeu para com o judeu, gentio para com o gentio, ou seja, um para com todos, também deixou conselhos as comunidades.


Assim ela fala do costume da época das mulheres usarém véu. Diz que quem quisesse fazer diferente deveria saber, no entanto, que aquilo não era costume deles, ou seja, que na época o costume das mulheres era usarém véu.


Aconselha sobre o casamento, dizendo que bem seria se o homem que não tivesse mulher não buscasse, porque assim poderia se dedicar mais ao Senhor, Mas tudo ele faz a título de conselhos, pois diz que cada um deveria ver sua condição e decidir casar ou não.


Aconselha também a não participar da mesa da idolatria, pois era comum entre aqueles povos o sacrifício a outros deuses.


Aconselha Timóteo a não tomar somente água, mas também um pouco de vinho, por causa de suas constantes enfermidades no estômago.


Orienta aos escravos (que era costume na época) que sirvam bem aos seus senhores. Que os donos de escravos tratassem seus escravos com respeito, pois em Cristo todos eram irmãos.


Orienta como as mulheres deveriam se portar. Como deveriam ser os obreiros para trabalhar na obra.


Diz que o obreiro é digno de seu salário e que aqueles que pregassem a palavra deveriam receber dobrado. Ele porém diz que preferia trabalhar para seu sustento para quem em NADA o evangelho fosse deturpado. Assim ele, embora pudesse, preferia não receber sustento da igreja, antes trabalhava como fabricante de tendas.


Aconselha a Timóteo a exortar a sã doutrina da salvação em tempo e fora de tempo. Dá orientações aos diversos ministros que foi deixando em cada comunidade que pregara o Evangelho.


Orienta sobre o uso dos dons na igreja de Deus, sobre o ordem no culto.


Todas essas coisas não como mandamentos mas como conselhos.


Com isto vemos que havia o cerne da sã doutrina, isto é, a base da doutrina saudável que era nossa rendenção por meio da fé em Cristo Jesus, por intermédio de seu sacríficio na cruz. Que a base da doutrina falava daquilo que brota do interior do homem e que ali deveria habitar o Espirito de Deus e que a marca do Cristão era o amor.



Essa era a sã doutrina (que hoje está tão deturparda pelas diversas religiões orientais, filosofias, movimentos, etc). O restante eram conselhos dados a igreja de acordo com a situação que as comunidades passavam, sobre as dúvidas que tinham, de acordo com os costumes e cultura da época.


Assim a Congregação Cristã no Brasil é uma igreja cristã também amparada na Sã Doutrina Bíblica. Podemos ver nossos pontos de doutrina estampados de forma clara e resumida na contra capa de cada hinário nosso. Lá estão as bases da fé que foi dada uma vez aos santos apóstolos e primeiros díscipulos de Cristo. Lá está o cerne daquilo que acreditamos e professamos. Tudo baseado nas Santas Escrituras.


Além disso a Congregação Cristã no Brasil também assumiu alguns costumes das comunidades da época, ou seja, a saudação com ósculo santo que era uma forma de se cumprimentar naquele tempo, o uso do véu, a saudação na paz de Deus. OU seja, além de seguir a Sã Doutrina (com o pontos descritos em nosso hinário), a primeiros irmãos da CCB acharam por bem seguir alguns costumes da época, baseados nos CONSELHOS de Paulo: ósculo santo e véu.


Também a CCB segue o batismo por era mandamento de Cristo, crê nos dons do Espírito Santo de Deus, como foi manifesto na vida dos apóstolos, celebra a ceia do Senhor conforme o mandamento de Cristo e tudo mais.


Como qualquer outra instituição para promover a ordem nos cultos a CCB criou algumas regras, não como mandamentos de Deus, mas tudo a título de organização. Assim nasceu a orquestra, o ensino dos músicos e organistas, a divisão interna nos cultos entre homens e mulheres para estimular a comunhão, a sequência de como seguiria o culto.

Também a CCB achou por bem não misturar a celebração e adoração Deus com outras cerimônias, de forma que no templos são utilizados exclusivamente para o culto a Deus. Por bem achar, a CCB prefere o anúncio do evangelho em seus cultos, sem promoção externa com qualquer tipo de mídia. Assim a CCB criou sua identidade. Como a obra, fundada em 1910 foi crescendo, houve necessidade de fazerem reuniões para se decidirem algumas coias.

De tais reuniões saiam os ensinamentos, não como mandamentos divinos, mas apenas para orientar o povo nos diversos tipos de assuntos que surgissem. Tais ensinamentos podem ser vistos como os CONSELHOS dados por Paulo as comunidades da época, que não eram MANDAMENTOS divinos, mas apenas instruções para o bem andar da comunidade cristã.


Assim vemos em alguns livretos da Congregação alguns ensinamentos que foram dados no ínicio da obra no Brasil. Todos eles são CONSELHOS e não mandamentos de Deus.


Sobre as vestes vemos claro que não foi feita menção alguma sobre o que os cristãos deveriam vestir, mas apenas que se vestissem com sobriedade e modéstia.


Hoje porém um coisa muio triste tem acontecido em nosso meio. Muitos irmãos acabam criando uma séria de proibições como se tais proíbições fossem mandamentos de Deus. E pior chamam isso de sã doutrina. Confunde-se Graça de Deus com a CCB. Não que a CCB não seja uma igreja verdadeiramente abençoada por Deus, mas muitos membros dizem que a Graça de Deus é a CCB.



Ora a Graça de Deus nada mais que seu Favor por nós. E é chamada Graça de Deus pois é um favor GRATUITO de Deus concedido a nós SEM QUE TIVÉSSEMOS MERECIMENTO. Isso é Graça. Mas os irmãos mais simples por ouvirem isso de outros acabam repetindo a mesma coisa: que a CCB é a Graça de Deus. Ora a CCB participa da Graça de Deus, pois recebe o favor de Deus sem que tenhamos merecimento. Afinal a salvação não está na CCB, mas a CCB é uma igreja cristã que acredita que a salvação está tão somente EM CRISTO JESUS, pois SOMENTE Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.


Por motivos de simplicidades muitos irmãos acabam criando uma série de proibições que não tem nada haver com sã doutrina, mas tem haver com aquilo dito por Paulo aos Colossenses 2.



Desta forma muitos irmãozinhos simples acabam criando regras como se tais regras fossem conceder salvação. Há irmãos que não tiram fotografias pois acham que fotografia é vaidade. Outros já consideram que usar perfume é vaidade. Até mesmo usar sabonete, tem irmãos que assim dizem ser pecado. Já vimos gente dizendo que tomar café é errado, pois é um vício e os viciados não entraram no reino dos céus. Dizem que irmão que usa barba está errado. Que irmãos não podem usar bermudas... e assim vai. Pergunto: Isso é sã doutrina??? Não são apenas costumes e preceitos que os homens criaram para si.


E o problema não é você seguir um costume ou outro para agradar a Deus (se assim sua consciência e porção de fé lhe permite enxergar), o problema GRANDE é a pessoa dizer que isso É MANDAMENTO de Deus, que isso é "Sã doutrina", e pior de tudo querer impor isso aos outros.


Portanto se os irmãos observarem bem e não ficarem apenas repetindo o que ouviram, verão que existem uma infinidade de irmãos em nosso meio, que querem "criar" doutrinas. E pior dizem que é MANDAMENTO DE DEUS e que isso que é Sã doutrina. Ou seja não conhecem as sagradas escrituras.
Repito: A obra é Deus, segue a Sã doutrina da Bíblia conforme nossos pontos indicados no Hinário, MAS existem muitos irmãozinhos sem entendimento que criam cada vez mais coisas. E pergunto: Essas novas coisas são "Sã doutrina"??


Você que é crente da CCB concorda com isso:
a) homens não podem usar bermudas;
b) mulheres não podem rapar as pernas;
c) usar perfume é vaidade e portanto pecado;
d) usar sabonete é vaidade;
e) ter toca CD para ouvir hinos é pecado;
f) ouvir hinos avulsos é pecado;
g) ler qqr outra coisa que não seja a bíblia é pecado;
h) homens não podem usar barba, só bigode;


Você irá dizer: Mas onde isso é dito nas CCBs. O problema é que muitos irmãos levantam, dizem que praticam isso ou aquilo e toda a irmandade acaba "achando" que tal coisa é dos céus e incorpora isso na vida, dizendo que tal coisa é sã doutrina. Entenderam a questão!


Assim voltam a fazer exatamente o que estava acontecendo nos tempos de Paulo.


É contra isso que devemos alertar nossa irmandade. Estão transformando a sã doutrina em questão de comida, bedida, vestes, etc.


É isso que devemos ter em mente. Não é contra a sã doutrina de Deus que é Bíblica que lutamos, mas sim quantas os diversos achismos que se introduzem em nosso meio que acabam sendo chamados de "sã doutrina" que de saudável não tem nada.

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